| Ecoturismo no Brasil deve crescer com a alta do dólar |
| Fotos: Parque Sete Cidades. |
É evidente que a alta do dólar, com a conseqüente desvalorização do
real, é nociva para a grande maioria dos setores produtivos brasileiros e
para a própria estabilidade da nossa economia. Mas há um segmento que
pode ser beneficiado com o "boom" da moeda norte-americana em
relação à brasileira: o turismo - em especial, o ecoturismo. Este último,
de acordo com dados da OMT (Organização Mundial do Turismo), cresce 20%
ao ano no mundo e, nos últimos 15 anos, recebeu 90% a mais de
investimentos. O turismo em geral
emprega 204 milhões de pessoas (10% dos trabalhadores do planeta) e sua
taxa de crescimento supera a do PIB mundial, além de contribuir com 6%
dos impostos pagos. O setor deve crescer 7,5% ao ano nos próximos 10
anos, movimenta cerca de U$ 3,4 trilhões (10,9% do PIB mundial) e emprega
204 milhões de pessoas (10% dos trabalhadores do planeta). Sua taxa de
crescimento supera a do PIB mundial. De acordo com a ABIH (Associação
Brasileira da Indústria de Hotéis), um emprego é gerado para cada U$ 7
mil deixados no Brasil. Na indústria automobilística, por exemplo, este
valor é de U$ 170 mil.A realidade cambial instável dos dias atuais tende a inibir a procura por destinos fora do país, o que deve fazer com que os turistas busquem as inúmeras alternativas de paraísos ecológicos brasileiros. O resultado disso é óbvio: aumento de vendas de pacotes e passagens aéreas nacionais. O aquecimento do
setor de turismo no país beneficiará também o maior evento de
ecoturismo e esportes de aventura da América Latina, a Adventure Fair. A
feira, que acontece entre 30 de outubro e 3 de novembro no Pavilhão da
Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, tornou-se uma referência do
ecoturismo no Brasil e, em 2002, contará com 15 estados representados por
suas respectivas secretarias de turismo. A presença maciça destes
estados justifica a força do turismo no evento.Outro fato importante ligado ao segmento é o interesse da Patagônia argentina e chilena na Adventure Fair. Ambas abrirão em 2002 uma porta para tornar a feira um local de intercâmbio do turismo internacional. Graças a estas novidades, os organizadores da feira desenvolveram ações de apoio para o turismo, visando proporcionar o maior número possível de benefícios ao expositores do segmento, entre eles o aumento dos canais de distribuição para os destinos ecológicos e um horário destinado apenas ao trade durante a feira, uma das novidades para este ano. O setor de turismo terá, portanto, participação efetiva na Adventure Fair e mais de cinco mil agências foram chamadas para conhecer como vender pacotes de ecoturismo. |