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Casa
Inglesa
“... algumas estruturas
arquitetônicas antigas, entram em processo de decadência física, pelo desaparecimento de suas funções como abrigo de atividade humana. A melhor maneira de reverter esta decadência, é dar a esta edificação uma nova atividade, a qual permita, inclusive o resgate dos significados simbólicos do seu passado ...”
O seu aspecto original de um sobrado com arquitetura “luso-brasileira”, como muitos outros exemplares que sobreviveram ao Brasil Colônia, foi substituído pelo decorativismo em estilo “neoclássico”, influência difundida a partir das Missões Francesas patrocinadas pela Coroa Portuguesa para “modernizar” a nova sede da Corte.
A lápide hoje existente sobre a porta principal, onde se lê “1814-1920”, nos leva a crer que data a chegada à cidade de Parnaíba, desta modernização no estilo de vida.
A Casa Inglesa, é hoje um dos melhores exemplares daquele estilo arquitetônico, o qual expressa o auge a que chegou a economia local da época.
A presença no pavimento superior, - sempre destinado ao uso residencial -, de dezenas de utensílios e mobiliário de época de excelente
feitura, os quais ainda se encontram em bom estado de conservação, é elemento enriquecedor ao potencial verificado.
O fato inédito, é a permanência “in loco”, de grande parte da documentação relativa às atividades econômicas geridas pela família
no passado – também em bom estado de conservação - , cuja análise possibilitará, com tratamento museológico, uma visão bastante ampla de como foi a evolução econômica e conseqüentemente cultural da Cidade e até da Região.
Jéferson Dantas Navolar
arquiteto
Casa
Inglesa
A Casa Inglesa dirigida por Paul Robert Singlehurst, conhecido pelos brasileiros
como "Paulo Inglês", se estabeleceu no Brasil em 1849. Foi o
primeiro a trazer para o Brasil, tratores, automóveis, motores e jeeps.
Em 1869 chegava a Parnaíba um jovem inglês chamado James Frederick
Clark. Trazia um contrato de aprendizagem de cinco anos com a loja do Paulo
Inglês. Em 1884, James Clark já era sócio da Casa Inglesa.
E mais tarde virou dono único. Por iniciativa dele introduziu a cera
da carnaúba no mercado internacional. Além dos produtos a base
de petróleo e forneceu os equipamentos e a instalação elétrica
em 153 municípios do Maranhão, Piauí e Ceará.
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